Água: Sangue da Terra


13/05/2008


O Estado de Minas do dia 12 de maio de 2008, no caderno Direito e Justiça, página 2, traz um comentário do Advogado e Jornalista Josemar Dantas, que nos dá a dimensão da posição do Governo Federal quanto às ONGs. Entre outras, diz o Jornalista: em razão dos escândalos apurados por comissão parlamentar de inquérito, o governo federal baixou por meio de decreto emitido em 15 de abril algumas medidas para moralizar o funcionamento das organizações não governamentais (ONGs). Recursos babilônicos do contribuinte foram transferidos a um número considerável de ONGs-muitas constituídas por agentes públicos e políticos governistas - e desviados sem realização dos serviços contratados e à margem da prestação de contas.

O ato normativo presidencial determinou que não podem mais receber dinheiro da União as ONGs dirigidas por parentes até segundo grau de ministros, presidente da República, deputados federais, senadores e membros do Ministério Público, do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas da União. Todavia, o instrumento legal que deveria estar em vigor desde janeiro (Decreto 6.170, de julho de 2007) previa disciplinas bem mais severas. Mas com outro Decreto, o Presidente da República sustou até julho a aplicação do regime de controle previsto. Valeu a reação dos Sindicatos e dirigentes sindicais para proteger as ONGs que lhes são vinculadas, flagradas em mau uso de verbas públicas e destinatárias de robustas somas do governo. Entre 1999 e 2006, apenas 250 delas abbocanharam 32 bilhões.

Escrito por Lázaro Santana às 22h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

27/01/2008




VAMOS REFLETIR?

A questão do meio ambiente deveria se traduzir em ações permanentes da população em geral visando melhoria na qualidade de vida.
Diariamente assistimos pela imprensa o quanto este assunto é importante. A questão da água talvez seja o mais grave, mas temos o desmatamento que ocorre ininterruptamente, aqui e acolá, pequenas e grandes áreas, de preservação permanente, ou não. As queimadas nos entristecem. Virou rotina: é chegar a seca e falta de conscientização, a irresponsabilidade de pessoas, transformam parte importante de nossa vegetação em cinzas.
O lixo urbano é outro fator que afeta gravemente nossas cidades. A grande maioria não possui aterros sanitários e nem coleta seletiva do lixo. As ruas são limpas carinhosamente pelos funcionários, mas o destino do lixo transportado em caminhões, nem sempre tem o destino mais apropriado.
Não é avaliada pelas autoridades, muito menos pela comunidade, a destinação de determinados tipo de lixo, como pilhas, que jogadas aleatoriamente causam altos riscos ao meio ambiente. Os metais que a compõem como cobre, zinco e chumbo, são altamente nocivos à nossa saúde.
É tão difícil assim, que o município tome providências no sentido de destinar um local para depositar determinados tipos de lixo, como pilhas, cartuchos de impressoras, baterias, radiografias, entre outros? Ou mesmo nós, membros da comunidade iniciar um trabalho para que isso aconteça?
São produtos nocivos e os riscos são grandes, embora não os percebemos.
Vamos lá, tomemos a iniciativa!
Vamos marcar uma reunião?

Escrito por lazarosantanarosa às 17h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

26/01/2008


A situação do meio ambiente é preocupante. A imprensa televisada, escrita e falada mostra diariamente o quanto é grave e iminente a falta de água num futuro próximo. A falta de atenção com as nascentes, com as matas ciliares, a abertura de mais espaço para plantio e pastagens é visível.
Algumas medidas poderiam ajudar a conter infrações ambientais, como maior rigor na fiscalização e a consequente cobrança das multas. Quem sabe alterar a legislação agravando as penas de crimes ambientais, principalmente nos casos de desmatar próximo as nascentes, bem como em qualquer área de preservação permanente.
Outra situação que a legislação poderia exigir é maior controle pelos municípios que compõem os Parques Estaduais, como o Parque Estadual do Brigadeiro, dentre outros, no sentido de que tais municípios delimitem a área correspondente e destinem os recursos do ICM Ecológico exclusivamente em prol do meio ambiente.
Outra providência de suma importância, talvez até já exista legislação a respeito, é a obrigatoriedade de disciplina sobre ecologia no ensino fundamental. A criança crescendo com a visão já aberta certamente será um adulto mais consciente, além do que, será elemento multiplicador na defesa da natureza. Antes mesmo de se tornar adulto, este aluno será importante conselheiro aos familiares e vizinhos na preservação do meio ambiente.
O município deveria, com ajuda do Estado, manter viveiros de árvores nativas, para fornecer aos proprietários de terras.

Escrito por lazarosantanarosa às 11h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/12/2007


Mãos Criminosas!
Lázaro Santana Rosa – 31 ago 99


Natureza!
Exuberante,
Mas frágil,
Indefesa.

Queimadas,
Devastação,
Homem sem alma,
Frieza.

Sol forte,
Dia cinzento,
O fogo avança,
Pobreza!

O fogo é feroz,
Destrói o torrão,
Chamas ardentes,
Provocam erosão.

Homem sem alma,
Destrói as florestas,
Cinzas que voam,
O céu encoberta.

Animais sem rumo,
Em procissão,
Fogem com medo,
Sem direção.

A natureza é forte!
Vai se refazer!
Tu não!
Podes morrer!

E os pássaros?
Procuram seus ninhos.
Não encontram!
Buscam novos caminhos.

É mês de agosto,
Queimadas prá todo lado,
Célere fogo,
Ameaçando o banhado.

Moto-serra trabalha
Árvores que tombam.
Fogo que alastra
Cinzas que voam.

Mãos criminosas,
Poluem as nascentes,
Destroem as florestas,
De forma crescente.

Ceifando a fauna
Lá das montanhas,
Destruindo a flora
Em suas entranhas.

O fogo vem rápido,
Do Norte e do Sul,
Embaçando a beleza,
Do lindo céu azul.

Todos vamos pagar,
Tenho certeza!
Falta d’água e oxigênio
E muita pobreza!

Escrito por lazarosantanarosa às 21h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/11/2007


Recordando o Passado
Sericita, 20/10/98 - Lázaro Santana Rosa

Fui buscar o passado:
Lá eu nasci.
Lá eu cresci.
De lá eu mudei,
Mas lá eu voltei.
Fui rever a fazenda.
A boiada passando.
O carro de boi cantando,
Surgindo lá na baixada.
Em destaque, a esteira de taquara.
Na frente uma faixada.
No cabeçalho,
Ia imponente o carreiro,
Zé Estevão o seu nome,
Dos carreteiros o primeiro.
Fui rever também o engenho.
O velho engenho de cana!
Do bagaço à garapa,
Do melado à rapadura.
Olha!...Tudo isso uma doçura,
Mas que tristeza!
Tudo era imaginação,
Do meu tempo de criança!
Ali só restava a saudade!
Na coberta,
O velho carro de boi encostado!
As rodas cambetas,
O eixo quebrado,
A esteira rasgada,
Todo empoeirado!
O Engenho,
O velho engenho de cana,
Já não mais existia,
A não ser o esqueleto:
A tacha furada,
A moenda quebrada,
A coberta estragada.
E meu tio Joãozinho,
O dono do engenho?
Ali não mais estava.
Falecera...
Estava em outro mundo.
A tristeza bateu forte,
Que de logo tocou fundo.
Não mais rever o meu tio,
Não mais rever o engenho,
O velho engenho de cana.
Oh! Que sentimento profundo!

Escrito por lazarosantanarosa às 15h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/11/2007


MALDITA RECEPÇÃO


Numa tardezinha, saindo pela cidade, resolvi percorrer as margens do pequeno riacho que corta nossa cidade. Foi simplesmente deplorável o que constatei: água imunda, desprezada, maltratada e humilhada! Quanta sujeira! Lixo doméstico ocupando todo o seu leito e a água com sua inigualável decisão e coragem, embora um tanto o quanto mal cheirosa seguia em frente indo de um lado a outro, buscando passagem entre entulhos, latas e sapatos velhos.
Uma verdadeira ginástica, aquele precioso líquido fazia para ultrapassar aqueles obstáculos, e poder, quem sabe, um pouco mais adiante, ganhar mais oxigênio.
É possível que mesmo com aquela decisão encorajada, aquele mesmo líquido sentisse também um pouco de medo, e quem sabe, não estivesse ali pedindo a Deus para livrá-lo dos agrotóxicos que certamente iria encontrar pela frente.
O mais chocante, talvez, fosse o mau cheiro exalado, e ainda mais, presenciar pessoas de bem da comunidade, virando cestos de lixo no leito daquele pobre riacho.
Fiquei imaginando com meus botões: que decepção para esta água, que já correu em nossas torneiras, nos alimentou e matou nossa sede, lavou nossas roupas e nos serviu de todas as formas, e agora receber tamanho desprezo, sua beleza ofuscada com tanto lixo, praticado por alguém que a usou!

Maldita Recepção! Não é mesmo?

Lázaro Santana Rosa

Escrito por lazarosantanarosa às 17h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

18/10/2007






Hoje, 22 de setembro de 2007.

(Lázaro Santana Rosa)

Inicia-se a Primavera.
Primavera? Não!

Na verdade, as mudanças climáticas impuseram novas regras ao tempo.
Lembro-me bem, quando ainda criança, as quatro estações do ano eram bem definidas: primavera, verão, outono e inverno – chuvas, calor, flores e frio.

As chuvas por estas bandas eram freqüentes. O homem do campo podia planejar o preparo da terra e o plantio e jogar a semente no chão. Eram favas contadas. As águas caíam e, cinco, seis dias após, viam-se a semente brotar, dando os primeiros sinais de uma colheita promissora.

A vida no campo era uma maravilha. A alegria do verde e das flores enfeitando os arredores. Tive o privilégio de nascer e crescer em um lugar sem igual. A natureza nos ofereceu, graciosamente, duas lindas pedras, com alturas impressionantes, em verdadeira contemplação uma para com a outra, em perfeita harmonia. Nos dias chuvosos, o que era bastante comum, ficávamos a contemplar da janela da Fazenda, a grande quantidade de água cristalina formando um cenário lindo, que desciam pedras abaixo, desaguando-se no Rio Santana, ali ainda, um pequeno curso d’água;

Podíamos ainda desfrutar das sombras das capoeiras, assim chamadas nossas pequenas matas, que a natureza ainda mantinha vivas. Quantas vezes tive o prazer de adentrá-las e apreciar o ar puro As nascentes das propriedades de meu pai eram ricas em vegetação e várias terras de outros donos possuíam algumas reservas.

As capoeiras e grande quantidade de árvores esparsas no campo, que protegiam o solo, eram derrubadas sem piedade. O fogo era usado com freqüência com a intenção de diminuir o trabalho duro do trabalhador, que trabalhava no preparo da terra.. Não existia ainda o trabalho de conscientização e a preocupação sobre os riscos que viriam no futuro, em virtude do desmatamento.

Infelizmente a ação do homem foi tão brutal e insólita contra a natureza, que hoje não podemos mais nos gabar dessas preciosidades.
Hoje, em pleno mês de setembro, já no seu finalzinho, quando, em tempos outros, contemplávamos o milharal com suas folhas viçosas, anunciando farta colheita, o que se vê são as queimadas, fogo para todos os lados, destruindo os nutrientes do nosso sofrido solo.


Com tudo isso ocorrendo, o homem ainda continua a ignorar o assunto. Não dá importância aos graves problemas relativos ao meio ambiente. Áreas de preservação permanente sendo desmatadas, pastagens e cafezais tomando lugar de nossas nascentes, aquecimento da terra, escassez de água, lixo, agrotóxicos que envenenam nossas águas e muito mais.

A poluição, principalmente nos grandes centros é, talvez, o mais grave problema: milhares de carros nas ruas, o lixo eletrônico, os pneus, o lixo hospitalar. Um sem número de itens poluidores jogados na via pública.

E o poder público? Muito bem que a questão da Amazônia vem sendo debatida, mas será que as derrubadas pararam? Claro que não! Não é só a Amazônia. Ela é a mãe de todas, mas temos o nosso torrão sob nossos pés e ao nosso redor. Ele não conta? Precisamos protegê-lo também. A água é o sangue da terra e ela está cada vez mais escassa.

É certo de que gerações futuras terão muita dificuldade no convívio diário com este líquido tão precioso. Quando este tempo chegar, aí o Governo vai agir, não para salvar nossas florestas, nossos rios, mas para restringir o uso da água e impor ao cidadão a maneira de como usá-la. . Neste caso, mais uma vez, quem vai sofrer de verdade, não é o mais afortunado, e sim, a população mais pobre. Como sempre, ela é quem paga o pato.

A ação do Governo é ineficaz e até parece que ainda não deu conta da gravidade do problema. É muito blá´blá-blá sem resultado. Os noticiários nos mostram diariamente os crimes contra a natureza.

Escrito por lazarosantanarosa às 21h34
[
(3) Vários Comentários] [envie esta mensagem
] []

Escrito por lazarosantanarosa às 20h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

17/10/2007


Reflexão

O lixo urbano acarreta transtornos diversos à população.
Um sem número de ítens são jogados indiscriminadamente pelas ruas ou em lotes vagos.
Exemplo de alguns: entulhos em geral, pneus, pilhas e baterias de rádio e de outros aparelhos eletrônicos, plásticos, etc
Esta situação ocorre na maioria das cidades brasileiras e este fato é divulgado diariamente pela imprensa.
Já que o alerta é feito sobre os malefícios do lixo para o homem e para a natureza, porque então o tempo vai passando e não há mudanças concretas a respeito?
Porque a conscientização do homem é tão difícil de ser alcançada?
Não seria porque achamos que tudo deve ser de responsabilidade do poder público?
Não seria por falta de ação da população que deveria ter mais atenção com o meio ambiente?
Isto é a questão mais voltada para o lixo urbano, sem se falar na poluição causada pelos automóveis, poluição sonora e visual.
E a situação dos rios? Assistimos passivamente a sua morte.
E nossas matas, se é que ainda existem? As queimadas anualmente as destróem. Nossa fauna e nossa flora vão para o espaço.
Entendo que a mudança só será capaz através da educação. Neste caso o poder público poderia contribuir de forma decisiva: implantar disciplinas sobre ecologia, meio ambiente e sobre a natureza nas escolas, a partir das primeiras séries e em todo ensino fundamental. É o momento da conscientização. Os alunos serão elementos multiplicadores e levarão esta idéia aos pais, irmãos e vizinhos. Assim iniciaremos a construção de uma nova mentalidade. Esta é a saída.

Lázaro

Escrito por lazarosantanarosa às 16h06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

16/10/2007


Trocando as bolas



Algum tempo atrás um sobrinho meu levou seu pai ao médico para fazer uma revisão.

Chegando ao médico este pediu vários exames, passando-lhe uma receita e algumas orientações.

Dentre as recomendações o médico pediu ao paciente para suar bastante.

Meu sobrinho retornou com seu pai para casa, no sítio onde mora.

Levou os remédios e tudo mais.

Passados uns quatro dias, em pleno mês de agosto, com um calor de aproximadamente 30 graus, meu sobrinho saiu de sua casa na cidade e foi ver como o pai estava passando.

Já bem próximo avistou de longe o fusca de seu pai no terreiro naquele sol causticante.

Meu sobrinho logo pensou: “meu pai deve estar saindo, o carro tá fora da garage”.

Ao chegar no terreiro e descer de seu carro viu o fusca de seu pai com as portas e os vidros fechados e foi caminhando rumo à porta da cozinha, quando sua mãe indicou com o dedo, falando baixinho: “seu pai taí no carro”.

Meu sobrinho assustou, pensando o pior e foi logo abrindo a porta do carro, deparando com seu pai todo suado e vermelho igual um pimentão e preocupado foi logo perguntando: “que é isso pai”? “que o senhor tá fazendo aí dentro deste carro com este calor todo”?

Seu pai, irritado e já com muita raiva fisgou o olho no filho e disse:”Ocê não viu aquele médico falar que era prá mim suar muito”?

Indignado meu sobrinho exclamou: “pai, pai...era para o senhor fazer caminhada meu pai, para o senhor movimentar...”

Seu pai ainda tentou justificar: “mas ele não explicou direito!”


Lázaro.


Escrito por lazarosantanarosa às 12h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

15/10/2007


O Cavalo Pescador

Um caso acontecido com meu filho Flávio.
Pensei algumas vezes não mais contar este caso, porque logo as pessoas começavam dar risadas, falando que era mentira.
As pessoas que me conhecem sabem muito bem que não sou homem de mentira.
Vou deixar este caso, acontecido de verdade, registrado neste Blog. Espero que os visitantes deste espaço que me honram muito em estarem acessando-o, que finalmente leve a sério este caso.

Não é caso de pescaria, mas tem peixe no meio.

Ei-lo:

Em 1995, eu morava na minha querida Sericita. O Flávio estava com 15 anos de idade e num certo dia, à tardezinha, pediu-me para deixá-lo ir à Fazenda do Toni Sampaio, alí pertinho.
Autorizei, pois o Toni é uma pessoa muito amiga e além disso, sua nora era professora do Flávio na ocasião.

Flávio foi de bicicleta e lá chegando, logo viu um cavalo arreado. Não deu outra, o menino não pensou duas vezes e pediu para montar no cavalo e dar umas voltinhas.
Não tenho muita certeza, mas me parece que o Toni não estava na Fazenda. O Flávio deu rédeas ao cavalo, por sinal muito bom, e começou a fazer o percurso em torno de uma linda lagoa que tem na frente da casa.
Passado mais de meia hora, o cavalo já suado, pediu rédea para beber água na beirada da Lagoa.
O cavalo quando bebia aquela água da lagoa, em determinado momento assustou-se e deu uma funcinhada para os lados, foi quando uma traíra de mais de três quilos caiu na grama ao lado. O Pessoal da Fazenda foi chegando e comprovaram o fato. Ainda fizeram questão de levar o peixe e pesar alí mesmo. Deu três quilos e oitocentos gramas.

Lázaro.

Escrito por lazarosantanarosa às 17h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

14/10/2007


Aos visitantes deste Blog:

 

O texto com o título POBRE NATUREZA, foi publicado no Blog dia 03/10/2007, porém devido a um erro cometido por mim, foi excluído, porisso está sendo republicado neste data.

 

Lázaro.

Escrito por lazarosantanarosa às 17h50
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

POBRE NATUREZA !

 

Como é bom contemplar a natureza: o verde das matas, o cantar dos pássaros, os animais, a água cristalina a brotar em suas nascentes e tudo mais que nela se contém. Altas montanhas, pedras e planícies, tudo a dar um formato indescritível aos olhos do homem .

As águas ultrapassam obstáculos, formam rios e cachoeiras . Cortam terras, irrigam o solo, tocam moinhos e usinas, e o melhor, matam a nossa sede.

E o que esta natureza tão bela recebe em troca? Moto-serra, foice, machado e fogo. O homem faz questão de devastar tudo. Antes o verde cobria o solo e dava lugar ao habitat natural dos pássaros e animais silvestres, hoje o que se vê é o pobre chão coberto de erosão.

Além de fertilizantes, este mesmo homem, usa agrotóxicos fortíssimos. VENENO MESMO! Coitado do rio! Ele é que “paga o pato”. Vem a chuva e leva tudo para o seu leito. Não, não tem problema, já fez algum efeito, diz envaidecido.   No outro dia, dezenas e centenas de peixes mortos, bóiam, conseqüência das mãos criminosas do homem. Animais silvestres também são vítimas dessa insensatez .

E as matas das montanhas, donde as águas jorravam bíblicas da terra prometida, puras mesmas de suas nascentes? Ah! Quanta insensibilidade! Dá pena. A ganância do homem a destrói também e hoje vão sujas saindo das entranhas, descendo montanhas, sem vida, em lenta procissão, em  que direção? Infelizmente não sei. Será para a morte? As ferramentas trabalham sem parar, para destruí-las.

O fogo é colocado sem a mínima piedade, e assim vai a natureza, traçando o seu caminho . Ela é brava, relutante e  resistente, e aos poucos voltam a enfeitar as paisagens com o seu verde, mas só por algum tempo. Chega a seca e novamente as mãos inescrupulosas não  sabem apreciar o seu belo e não querem nem saber, tacam fogo e transformam a paisagem em cinzas.

Até quando continuaremos com tamanha ignorância, exterminando com a natureza, matando os animais e destruindo o seu habitat?

Até quando as queimadas continuarão a existir transformando tudo em cinzas?

Até quando continuaremos a ignorar a importância da natureza para nossas  vidas?

Até quando ficaremos alheios a estes problemas, que afetam diariamente o meio ambiente e à nossa saúde?

Até quando continuaremos a jogar o lixo nas águas do rio, ou a depositá-lo em local impróprio. Sinceramente falando, não sei até quando, mas esperamos que a consciência se desperte e que  comecemos, agora, a retribuir um pouco, do muito que a natureza nos dá, respeitando-a e protegendo-a.

 

                             . Lázaro Santana Rosa - 24  MAR  98.

                                           Sericita - MG

                                                                                                 

Escrito por lazarosantanarosa às 17h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/10/2007



O Caso da Bacia

Aconteceu há muitos anos atrás.
Eu e mais dois irmãos fomos à casa de um tio.
Era um sábado à tarde. Lá chegando a casa estava cheia de visitas, todas na cozinha num papo animado.
A casa de meu tio era uma casa humilde, não tinha banheiro. O banho era de bacia.
Minha tia, já falecida coitada, era muito magrinha. Não pesava mais que uns 42 quilos. Já tinha seus 65 anos aproximadamente.
Conforme costume da época, esquentou uma lata de vinte litros de água e se dirigiu à dispensa para tomar seu banho. Tudo isso muito discretamente, pois era uma senhora bastante retraída.
Fechou a porta que abria prá fora, porém não tinha chave e a taramela estava relaxada.
Não deu por fé que a taramela girou e que a porta só ficou enconstada.
Meu tio havia debulhado milho naquele dia e deixou vários "sabugos" sobre o chão.
Devido a idade avançada minha tia não percebeu os sabugos e colocou uma grande bacia de alumínio sobre eles.
Quando se despiu e assentou na bacia, parece que os sabugos se transformaram em rodas e saiu deslizando com velocidade exatamente em direção à porta, que por azar só estava encostada, além do que só abria prá fora. Com a velocidade tomada, a bacia bateu na porta que foi ao canto e só foi parar num caixote que um compadre que morava distante, estava assentado.
Foi um verdadeiro alvoroço. Uns sairam correndo para o terreiro, outros em direção a minha tia, mas não sabiam o que fazer,se corriam ou se ficavam.O compadre que estava assentado no caixote virou o rosto para o lado oposto e levou a mão para tentar levantar a vítima, só que em troco recebeu um safanão.
Minha tia ficou sem ação e foi um constrangimento total, até que meu tio pegou um forro que cobria a mesa da cozinha e jogou em cima dela.
Não havia mais clima para as visitas que estavam animados no bate papo, acabando por irem embora.


Lázaro

Escrito por lazarosantanarosa às 22h32
[(0) Comente] [envie esta mensagem] [link

Escrito por lazarosantanarosa às 11h25
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/10/2007


Floresta Amazônica

Para refletir.

A cada dia que passa mais temos a indignar com a inoperância do Governo com relação à Floresta Amazônica.
Ontem, por sinal, mais uma vez a televisão nos mostrou a ação de madereiras e garimpeiros agindo impunemente. Moto-serras potentes fazendo tombar árvores gigantescas
Sabemos que a área é de difícil acesso o que dificulta uma fiscalização mais eficaz, entretanto isso não pode servir como desculpas.
A União tem recursos, portanto o que precisa são providências mais específicas para aquela regiãoe assim coibir de vez esse crime contra a natureza, quem sabe com a utilização das Forças Armadas, que em conjunto com o IBAMA e Polícia Federal atuassem com ações preventivas e repressivas naquela área.
Sabemos que o Governo através do IBAMA e de outros órgãos atuam na região, mas infelizmente o que vemos diariamente através da imprensa é a continuidade do crime. Investidas criminosas de grupos de pessoas, que derrubam a floresta e causam grande impacto contra a natureza.
Outra situação é a grande quantidade de ONG's (Ornanizações Não Governamentais) atuando na Amazônia. São importantes entidades, mas é necessário um controle mais rigoroso para saber quais são suas verdadeiras pretensões.
Entre as ONG's várias de outros países atuam na região. Será que tais ONG's, todas, estão voltadas para a defesa e proteção do meio ambiente, ou existem entre elas algumas que estão naquela área com outros objetivos?

A Maçonaria, preocupada com a situação, vem desenvolvendo um trabalho de conscientização sobre a Amazônia em todo Brasil. Em breve estaremos promovendo uma reunião com palestras sobre o tema: Amazônia.

Lázaro.

Escrito por lazarosantanarosa às 16h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

11/10/2007


Aos visitantes deste Blog.

Gostaria que ao ler cada texto aqui publicado, fizesse seu comentário.

No final do texto é só clicar em comentário, vai abrir uma janela onde você preencherá e fará seu comentário.

Estou aguardando.

Lázaro.

Escrito por lazarosantanarosa às 20h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Histórico